Por que odiamos tanto no Brasil ?

Por que odiamos tanto no Brasil ?

Você já sentiu muito ódio ? Perguntar isso a um cidadão brasileiro pode parecer até ofensa, já que nos auto-intitulamos “alegres, receptivos” mas há uma estranha ironia na linha tênue entre o simpático brasileiro e a sua raiva.

Vamos ver neste artigo o por quê de sermos uma sociedade com propensão ao ódio.

Diferente do que Sérgio Buarque de Holanda dizia, o brasileiro talvez não seja cordial !? Segundo o historiador Leandro Karnal,  a ideia do brasileiro como um povo hospitaleiro, avesso aos rituais e, ao contrário dos europeus e norte-americanos, não se apega ao nome de família, se apresentando pelo primeiro nome com naturalidade.

Ele (Sérgio Buarque de Holanda) insiste cor, córdis, coração do latim

Significando que agimos pelo coração, passionalmente, inclusive ao odiarmos. Nosso ódio seria portanto, cordial. Karnal atribui essa visão ao paradigma de época, onde Sérgio Buarque via a ascensão do nazi-fascismo europeu e o Brasil parecia uma ilha de tranquilidade.

Porém, mesmo indicando uma interpretação equivocada do que significaria “cordial” na obra do historiador brasileiro citado, Karnal lembra episódios cruéis, como a morte de Zumbi do palmares, e outros inúmeros exemplos de horror que ele diz ser facilmente classificado como uma guerra civil no Brasil, com risco de “haitianismo”, e que por termos uma formação cristã, negamos. Sempre transferido para o outro a responsabilidade pelo inferno violento de ódio genuíno no qual nos encontramos (esse sentimento de culpar o alheio também vem na parte política, quando não assumimos sermos parte de uma sociedade, dita por nós, como hipócrita e corrupta)

Na repressão do século XVII ao quilombo dos palmares. Ao fato de que quando se mata Zumbi de forma tão infame. Ou seja, se mata inclusive costurando seu pênis dentro da boca. Manifestando um ódio violento profundo.

Em 30 anos, tivemos um crescimento de cerca de 502% na taxa de homicídios no Brasil. Só em 2012 os homicídios cresceram 8%. A maior parte dos comentários raivosos que se lê e se ouve prega que para resolver esse problema devemos empregar mais violência. Se você não concorda “deve adotar um bandido”. Não existe a possibilidade de ser contra o bandido e contra a violência ao mesmo tempo.

Ele desconstrói todas as formas de preconceitos e soluções fáceis. O preconceito contra o sertão, nordestinos, cariocas, cidade grande etc. Critica o politicamente correto, mas defende que as piadas sejam sobre os poderosos. Não inocenta nem mesmo as crianças. Critica a classe política. A violência do trânsito. A ideia de que a violência é culpa da mídia. Ou da educação dos pais. Critica o casamento, democracia, o machismo, as religiões e uma afeição natural do homem pela violência.

Não é a toa que em sala de aula faz tanto sucesso dar uma aula sobre Hitler. E os alunos particamente ignoram quem foi Adenauer. O homem que salvou, democraticamente, a Alemanha no pós-guerra.

Esse exemplo sobre as aulas de Hitler são um soco no estômago humano, pois realmente eram interessantes, muito aguardadas, sem falar quando tínhamos aulas detalhadas sobre guerras/conflitos.

Também tratou da violência das lutas, e da estranhíssima relação que temos com elas como entretenimento. Nosso resistência ao bem, ao pacifismo é contrastada à admiração que depositamos por anos a notícias violentas. Dessa conclusão deixou de lado os japoneses. Atacou a Finlândia, Suécia, como exemplos de utopias sem violência, ao apontar suas mazelas, como o alto índice de suicídio infantil.

Karnal aponta como um dos grandes desafios da educação a libertação dos professores aos seus preconceitos.

Nós acreditamos que vivemos em uma sociedade pacífica cercados por pessoas violentas.

Um estudo diz que relações de amor e ódio no trabalho fazem bem, ou seja, um equilíbrio: http://gq.globo.com/Prazeres/Poder/noticia/2015/01/relacoes-de-amor-e-odio-no-trabalho-podem-te-fazer-bem-diz-estudo.html

Colaboração: http://blog.brasilacademico.com/2015/09/o-odio-no-brasil-leandro-karnal.html

Professora Arlene Clemesha explica os conflitos no Oriente Médio

A doutora em História e professora universitária Arlene Clemesha participou do Pânico, na Rádio Jovem Pan, no último mês (30/09) e falou sobre os conflitos no Oriente Médio e a relação de tais com o terrorismo atual e grupos extremistas como o ISIS. “São regiões artificialmente construídas como Estados nacionais”, falou também sobre a influência dos ingleses no traçado dos países no século XX. Clique no vídeo e confira a entrevista na íntegra.

Registrar a vida ou vivê-la?

Registrar a vida ou vivê-la?

Para pensar.

Sociologia, reflexão e ação

Cotidiano 2015. Charge de autor desconhecido, recebida via Facebook (caso alguém conheça a autoria, favor nos comunicar, para creditarmos). Cotidiano 2015. Charge de autor desconhecido, recebida via Facebook (caso alguém conheça a autoria, favor nos comunicar, para creditarmos).

Esta charge evoca inúmeras reflexões em torno das possibilidades e escolhas entre viver e registrar a vida. Apenas proponho questões que trafegam na gradação entre as determinações externas e as escolhas pessoais. O problema eterno e irresoluto entre sociedade  e indivíduo.

Estamos observando uma imagem caricatural, ou seja uma expressão exagerada de uma situação cotidiana nesta segunda década do século XXI. Vemos, em vários tipos de situações, pessoas mais preocupadas em conseguir uma foto do momento do que em experienciá-lo vivida e reflexivamente.

Temos um fenômeno expresso nesta imagem. Mas, quais os componentes desse fenômeno? Sob que perspectivas podemos pensar sobre ele. O debate está aberto e não pretendo esgotar a discussão com as breves questões que levanto. Afinal, estou mesmo querendo provocar participação viva e não somente a leitura, observação,  de…

Ver o post original 255 mais palavras

Ansiedade de Status (você sofre a toa)

Ansiedade de Status (você sofre a toa)

imageSomos mais ricos do que nunca. Vivemos mais tempo, temos mais bens e perdemo-nos em grandes luxos. Então, porque não conseguimos ser mais felizes?! Contudo, existe uma preocupação acima de tudo que nos consegue tirar o sono: “o status”. Terei sucesso? Será que tenho o carro e as roupas certas? Será que as pessoas pensam que sou um fracassado ?

Nesta série documental, Alain de Botton, escritor e apresentador de uma das séries mais aclamadas, “Philosophy: A guide to Hapiness”, desafia a ideia daquilo que nós fazemos, onde vivemos e o que possuímos, para poder determinar a nossa felicidade. Alain acredita que nós estamos certos em nos preocuparmos acerca do “status”, mas que andamos à procura dele nos lugares errados. Com a ajuda de alguns dos maiores pensadores da história e um grupo de intrigantes e excêntricos personagens, Alain nos mostra a maneira como a ideia de “status” se modificou nos últimos 200 anos e inicia uma viagem através da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos para descobrir algumas das maneiras mais excitantes e radicais que nos fazem sentir vencedores …

Existe “racismo reverso”? Tchã, tchã, tchã… Assistam à aula sobre racismo reverso, com o humor inteligente e sarcástico de Aamer Rahman!


Existe “racismo reverso”? Tchã, tchã, tchã… Assistam à aula sobre racismo reverso, com o humor inteligente e sarcástico de Aamer Rahman!.