Temer tem de recuperar a confiança do brasileiro

Temer tem de recuperar a confiança do brasileiro

Uma crise é um tempo de ajuste, de mudanças fortes, de quedas e crescimentos. O problema brasileiro é que não há ajuste, apenas queda. Ao invés de investir em novas direções e adaptar a economia a uma nova realidade, os empreendedores estão apenas se escondendo em suas cavernas, guardando seu dinheiro e esperando a tempestade passar.

Esta tempestade tem nome, sobrenome, um penteado caríssimo e uma propensão a falar de figuras ocultas, mas não basta que ela passe, o sol precisa sair.

Temer precisa fazer a luz chegar ao solo e trazer da hibernação os investidores do Brasil e do mundo que enxergam na Banânia um potencial mas tem medo das jararacas que monitoram cada palmeira.

Não ser Dilma já é de grande ajuda, mas precisaremos de mais: Não bastará apenas uma nova pintura e uma festa de inauguração. Serão exigidos sinais claros, políticas rápidas e reformas abrangentes.

E isso será exigido do PMDB.

Dicas? Compre ações de empresas que levam pessoas para fora do Brasil.

Texto de Rafael Hide, do Ideias Radicais.

 

 

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Por que odiamos tanto no Brasil ?

Por que odiamos tanto no Brasil ?

Você já sentiu muito ódio ? Perguntar isso a um cidadão brasileiro pode parecer até ofensa, já que nos auto-intitulamos “alegres, receptivos” mas há uma estranha ironia na linha tênue entre o simpático brasileiro e a sua raiva.

Vamos ver neste artigo o por quê de sermos uma sociedade com propensão ao ódio.

Diferente do que Sérgio Buarque de Holanda dizia, o brasileiro talvez não seja cordial !? Segundo o historiador Leandro Karnal,  a ideia do brasileiro como um povo hospitaleiro, avesso aos rituais e, ao contrário dos europeus e norte-americanos, não se apega ao nome de família, se apresentando pelo primeiro nome com naturalidade.

Ele (Sérgio Buarque de Holanda) insiste cor, córdis, coração do latim

Significando que agimos pelo coração, passionalmente, inclusive ao odiarmos. Nosso ódio seria portanto, cordial. Karnal atribui essa visão ao paradigma de época, onde Sérgio Buarque via a ascensão do nazi-fascismo europeu e o Brasil parecia uma ilha de tranquilidade.

Porém, mesmo indicando uma interpretação equivocada do que significaria “cordial” na obra do historiador brasileiro citado, Karnal lembra episódios cruéis, como a morte de Zumbi do palmares, e outros inúmeros exemplos de horror que ele diz ser facilmente classificado como uma guerra civil no Brasil, com risco de “haitianismo”, e que por termos uma formação cristã, negamos. Sempre transferido para o outro a responsabilidade pelo inferno violento de ódio genuíno no qual nos encontramos (esse sentimento de culpar o alheio também vem na parte política, quando não assumimos sermos parte de uma sociedade, dita por nós, como hipócrita e corrupta)

Na repressão do século XVII ao quilombo dos palmares. Ao fato de que quando se mata Zumbi de forma tão infame. Ou seja, se mata inclusive costurando seu pênis dentro da boca. Manifestando um ódio violento profundo.

Em 30 anos, tivemos um crescimento de cerca de 502% na taxa de homicídios no Brasil. Só em 2012 os homicídios cresceram 8%. A maior parte dos comentários raivosos que se lê e se ouve prega que para resolver esse problema devemos empregar mais violência. Se você não concorda “deve adotar um bandido”. Não existe a possibilidade de ser contra o bandido e contra a violência ao mesmo tempo.

Ele desconstrói todas as formas de preconceitos e soluções fáceis. O preconceito contra o sertão, nordestinos, cariocas, cidade grande etc. Critica o politicamente correto, mas defende que as piadas sejam sobre os poderosos. Não inocenta nem mesmo as crianças. Critica a classe política. A violência do trânsito. A ideia de que a violência é culpa da mídia. Ou da educação dos pais. Critica o casamento, democracia, o machismo, as religiões e uma afeição natural do homem pela violência.

Não é a toa que em sala de aula faz tanto sucesso dar uma aula sobre Hitler. E os alunos particamente ignoram quem foi Adenauer. O homem que salvou, democraticamente, a Alemanha no pós-guerra.

Esse exemplo sobre as aulas de Hitler são um soco no estômago humano, pois realmente eram interessantes, muito aguardadas, sem falar quando tínhamos aulas detalhadas sobre guerras/conflitos.

Também tratou da violência das lutas, e da estranhíssima relação que temos com elas como entretenimento. Nosso resistência ao bem, ao pacifismo é contrastada à admiração que depositamos por anos a notícias violentas. Dessa conclusão deixou de lado os japoneses. Atacou a Finlândia, Suécia, como exemplos de utopias sem violência, ao apontar suas mazelas, como o alto índice de suicídio infantil.

Karnal aponta como um dos grandes desafios da educação a libertação dos professores aos seus preconceitos.

Nós acreditamos que vivemos em uma sociedade pacífica cercados por pessoas violentas.

Um estudo diz que relações de amor e ódio no trabalho fazem bem, ou seja, um equilíbrio: http://gq.globo.com/Prazeres/Poder/noticia/2015/01/relacoes-de-amor-e-odio-no-trabalho-podem-te-fazer-bem-diz-estudo.html

Colaboração: http://blog.brasilacademico.com/2015/09/o-odio-no-brasil-leandro-karnal.html

Jair Bolsonaro e a Idolatria de Políticos

Jair Bolsonaro e a Idolatria de Políticos

Mesmo se Bolsonaro fosse libertário, ou sequer liberal (não é), mesmo se fosse a solução para o Brasil (não é), ainda representaria um enorme problema: a manutenção da cultura de idolatria a políticos.

Políticos causam problemas, vivem de renda roubada através de impostos, controlam nossas vidas e são um serviço inteiramente desnecessário e inerentemente prejudicial a todos, exceto os políticos e seus associados.

Mesmo que Bolsonaro esteja cheio de boas intenções, mas está fazendo a pior coisa possível: reavivar a chama da fé na política. Enquanto tivermos a cultura de esperar que políticos resolvam problemas, de acreditar que o planejamento central por supostos gênios iluminados é a ponte para o futuro, encontraremos sucessivamente novos Lulas, novas Dilmas, novos Getúlios, novas ditaduras.

O que o Brasileiro precisa desesperadamente precisa entender é que quem melhora nossas vidas é o empreendedor, o trabalhador e o inventor.

Quem enriquece sua vida e a torna melhor é a enorme quantidade de empreendedores que acorda todos os dias para produzir o que eles esperam sinceramente que seja o que você mais quer, e que você compre voluntariamente seus produtos.

E qual o papel de políticos nisso? Estritamente nenhum.

Se um político apresentar uma plataforma de não intervenção e liberdade do mando e desmando do governo, este político não merece nenhum elogio, afinal está fazendo apenas o absoluto mínimo que deve ser exigido de qualquer humano decente.

Por Rafael Hide.

Epílogo Brasileiro – O Plano Temer

Quais os motivos do jogo de Eduardo Cunha e seu partido ? O por que o processo de Impeachment começa a engatinhar na Câmara e posteriormente no Senado ? O que o PMDB quer ? A resposta está no “Plano Temer”, nele preve-sê a derrubada da presidente Dilma no início do próximo ano, quem sabe na quarta-feira de cinzas, quando o povaréu deste país de ressaca carnavalesca e bolsos vazios experimente o gosto do inferno e parta para o tudo ou nada. Neste caso, o PMDB de Michel Temer já teria definido o plano B.

“Vá buscar o funcionário a quem compete me substituir.” Essa foi a ordem de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente da República, em 1891, mandando avisar a seu vice e desafeto, Floriano Peixoto, que o cargo estava vago. Desde o nascimento da República, em momentos de impasse, vices se ergueram do segundo plano para assumir o poder. Em 1909, Nilo Peçanha assumiu depois da morte do presidente Affonso Penna. Delfim Moreira, oitavo vice-presidente, tornou-­se o terceiro a assumir a Presidência, pelo falecimento de Rodrigues Alves, vítima da gripe espanhola. Café Filho, pela morte de Getúlio Vargas, a caminho do impeachment. Jango, pela renúncia de Jânio Quadros. A Junta Militar, pela doença do general Costa e Silva. José Sarney, pela morte de Tancredo Neves, e Itamar Franco, pelo impeachment de Fernando Collor.

Agora, Michel Temer, pelo sim, pelo não, decidiu se preparar para a possibilidade, cada dia mais real, de Dilma Rousseff ser afastada do poder. Em trinta anos de carreira política, Temer se portou sempre com discrição, evitou polêmicas e mediu cuidadosamente cada palavra dita, a fim de se equilibrar entre interesses diversos e muitas vezes contraditórios. Aos olhos do público, tornou-se o retrato do político sem sal. Nos bastidores, no entanto, consolidou-se como um especialista na arte de trabalhar em silêncio, costurar acordos de coxia e escalar degraus na hierarquia do poder. Mesmo sem despertar paixões, Temer conquistou três vezes a presidência da Câmara dos Deputados e elegeu-se duas vezes vice-presidente da República. Mesmo sem brilhar nas urnas, prepara-se agora para o maior desafio de sua trajetória. Temer e caciques do PMDB, partido que ele preside, estão certos de que Dilma Rousseff será cassada no começo do próximo ano. Em vez de ajudá-la, querem substituí-la. E o plano, ousado, vai muito além da simples intenção. Eles já têm em mãos uma tese jurídica para garantir a posse do vice, uma proposta destinada a tirar a economia da UTI e até alianças fechadas no Congresso.

A presidente Dilma Rousseff, como se sabe, enfrenta um momento inédito de fragilidade. Não tem apoio popular nem parlamentar, lida com um cenário de recessão e inflação e está ameaçada pela possibilidade de abertura do processo de impeachment. Além disso, corre o risco de ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, caso seja acolhida a denúncia de que abusou de poder político e econômico, incluindo dinheiro sujo do petrolão, para se reeleger. É justamente na frente aberta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que Temer e o PMDB apostam para assumir o governo. As ações na corte têm a chapa Dilma e Temer como alvo. A estratégia do peemedebista é separar a análise das contas de campanha da presidente da análise das contas de campanha do vice. A meta é imputar os crimes cometidos apenas à mandatária, excluindo o vice de eventual punição, o que lhe daria o direito de ascender ao cargo de presidente.

Especialista em direito constitucional, Temer elaborou de próprio punho um parecer preliminar que, em sua avaliação, permite ao TSE desvincular as duas contas. O texto já foi apresentado a ministros de tribunais superiores, juristas renomados e especialistas em direito eleitoral. A receptividade animou Temer. 

Para entender o que o projeto econômico do PMDB:
Professora Arlene Clemesha explica os conflitos no Oriente Médio

A doutora em História e professora universitária Arlene Clemesha participou do Pânico, na Rádio Jovem Pan, no último mês (30/09) e falou sobre os conflitos no Oriente Médio e a relação de tais com o terrorismo atual e grupos extremistas como o ISIS. “São regiões artificialmente construídas como Estados nacionais”, falou também sobre a influência dos ingleses no traçado dos países no século XX. Clique no vídeo e confira a entrevista na íntegra.

X da Atualidade – Crise no Brasil (Transportes)

X da Atualidade – Crise no Brasil (Transportes)

A situação fiscal no Brasil tem piorado recentemente, com um desequilíbrio nas contas públicas (o governo gastando mais do que arrecada em impostos), em especial ano passado, mas há também uma crise nos transportes importante, revelando como a crise financeira não é um mero acaso e que há influência dela nos transportes.

Os professores do excelente canal “ProjetoX” nos explicam o que acontece de forma rápida e didática:

TCE confirma que falta de planejamento de Alckmin gerou crise hídrica em São Paulo | CartaCampinas


Em parecer sobre as contas do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirma que a culpa pela grave crise hídrica é da falta de planejamento do governo estadual, endossando, assim, as críticas que, há muito, vêm sendo feitas por ambientalistas. O TCE aprovou as contas de Alckmin, no fim de junho, mas a informação referente a gestão dos recursos hídricos foi revelada ontem (11).

Segundo o TCE, a Secretaria estadual de Recursos Hídricos recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência para para que a crise não chegasse “ao ponto em que se encontra atualmente, ou pelo menos para que seus efeitos fossem minimizados”.

Sobre a seca no estado, o tribunal listou ainda 20 recomendações que o governo deveria adotar para reduzir os impactos da crise, como a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, a recuperação da represa Billings e o combate mais efetivo das perdas de água nas redes de distribuição.

Em nota, a Secretaria de Recursos Hídricos afirmou que nenhum instituto, ou especialista, previu a severidade da seca, na região Sudeste, em 2014, e que uma série de medidas foram executadas para reduzir os impactos, como a política de descontos para quem diminuir o consumo de água, o uso da reserva técnica do sistema Cantareira – o volume morto – e a ampliação da redução de pressão nas redes, que acabou acarretando a falta d’água em diversos bairros da capital paulista, principalmente na periferia.

Via CartaCampinas.