Henry sobre a importância do primeiro passe, de cada passe

Henry sobre a importância do primeiro passe, de cada passe

Reprodução SkySports TV
                                                                      Reprodução/SkySports TV

Na SkySports Inglaterra tivemos uma discussão sobre a saída de bola de dois jogadores que foram educados de forma completamente diferente. Duas formas diferentes de ver o jogo, que causa a diferença de opinião e a defesa de cada dos pontos de vista o melhor que se sabe. Henry (ex-atacante do Arsenal e da seleção francesa) a mostrar conhecimento, e sobretudo a percepção do efeito que pode ter um defesa central (em zonas recuadas) enfrentar um avançado e tentar sair com ela controlada, no lugar do tradicional bater sem critério na frente.

O que Carragher (ex-central do Liverpool e País de Gales) não percebe:
– Se bates a bola não é de ninguém. Obrigas o teu colega a lutar por uma bola que quando saiu dos teus pés era vossa.
– Se enfrentas o avançado com sucesso, ultrapassando aquela linha, terá de sair alguém da linha média, ganhando-se espaço e tempo para um dos médios da tua equipa.
– Por vezes nem precisas de o enfrentar. Atacas o espaço e o efeito é o mesmo. Ultrapassas a primeira linha de pressão e ganhas tempo e espaço para algum colega mais adiantado.
Carragher tem mais medo de perder a bola do que coragem para a manter.
O que Henry percebe:
– Se essa primeira linha for ultrapassada ficarão menos jogadores para quem receber a bola enfrentar.
– Sabe que, por ter jogado na frente, cada bola lançada sem critério é mais difícil de ganhar.
No fundo, Henry percebe que não só ele receberá a bola em melhores condições (sem que se exija um duelo, ou um gesto técnico complicado), como também terá mais espaço e tempo para executar. Henry percebe que as acções de jogo estão todas ligadas umas com as outras, e o que cada acção resulta numa situação mais ou menos favorável, de maior ou menor complexidade, para resolver. Henry, como inteligente que sempre foi, percebe que o primeiro passe é fundamental para criar as condições necessárias para que o último seja melhor executado. E por isso, Henry, encorajaria o seu central a sair com bola – a enfrentar o avançado, ou o espaço – caso estejam reunidas as condições para tal.

As impressões após um terço de Brasileirão


Anotando para depois conferir.

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Brasileirão

A rodada do último final de semana foi a 13ª do Campeonato Brasileiro. Portanto, um terço do torneio já foi. Ainda que muita coisa vá acontecer até dezembro, o primeiro turno já se encaminha para o fim e algumas situações começam a se desenhar, tanto na parte de cima como lá na rabeira da tabela de classificação. Como ninguém está sobrando como fez o Cruzeiro nas últimas duas temporadas – embora o líder Atlético-MG viva um momento iluminado – a tendência é de muito equilíbrio e briga ferrenha lá na frente. Entre os que já começam a se desesperar temendo a luta pelo rebaixamento, muito time grande, como tem sido praxe nos últimos anos.

Não tem sido um Brasileirão de disparidade técnica entre os clubes. Conforme levantamento do site Sr. Gool, dos 130 jogos disputados até agora, os dois placares que mais se repetiram foi o 1 x 0 (33…

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Review FIFA 16 – Que Jogo! [data de lançamento confirmada]


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Salve Fifeiros!

O FIFAMANIA News testou nesta segunda e terça feira (06 e 07/07) o tão aguardado FIFA 16. A versão testada, aparentemente uma build da demo, contava com os times FC Barcelona, Borussia, Chelsea, PSG e Juventus e as seleções nacionais femininas USA e Alemanha.

Primeiras Impressões:

Fifa 16 é nitidamente um jogo que a EA ouviu (graças a Deus) os apelos das comunidades. Foram trabalhados todos os itens que mais irritavam em FIFA 15, a correria realmente acabou. Com o item “confiança na defesa”  os produtores se atentaram ao balanceamento de velocidade, em defensores mais ágeis, uma recuperação mais rápida dos carrinhos, uma defesa em conjunto mais eficiente, centenas de novas Animações permitindo movimentos de defesa que antes não eram possíveis e principalmente goleiros ainda mais inteligentes.

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O controle no meio campo proporciona interceptações inteligentes, uma agressividade da interceptação ajustável, foco na criação do espaço, novos passes diretos e jogadas muito mais inteligentes. Um destaque a esse passe direto, onde o jogador ao acionar um botão faz com que o passe saia com muita força, praticamente um passe seco de futsal.

Quanto aos “Momentos mágicos no ataque” podemos destacar o drible sem tocar na bola (L1 funcionará como uma “embreagem”) que se mostrou extremamente eficiente nos testes. Cruzamentos dinâmicos (cruzar antes) ficou mais apurado igualmente a finalização. Foi revelado um mapeamento 3D dos pés dos jogadores adicionando inúmeros pontos de contato, trazendo muito mais realidade ao jogo.

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O ponto alto do jogo foi a cadência. O jogo ficou nitidamente mais lento, as conduções de bola em velocidade não são mais úteis, o toque de bola e o drible serão com certeza o ponto forte do game.

Outro destaque foi o cuidado com as seleções femininas. Realmente a realidade impressiona. Os movimentos das atletas, bem como a parte gráfica ficou muito bonita.

Em relação a parte gráfica em geral uma nova tecnologia de modelagem permitiu uma melhor distribuição das partes do corpo dos jogadores. Cabelos, cabeça tudo se movimenta, acompanhando a bola. Spray para marcação de faltas e até mesmo a caneta para anotações de cartão acompanha os árbitros. Mudança de iluminação durante as partidas, entardecer e até mesmo o anoitecer, acompanharam a não confirmada mas provável mudança climática.

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Nossa conclusão é que FIFA 16 voltou a ser um jogo equilibrado, cadenciado e agradável. Chega de Ibarbos e Dumbias deitando e rolando, chega de goleiros burros e penaltis inexistentes. O prazer de jogar uma boa partida de FIFA voltou… Venha logo FIFA 16!!!

Post do FIFAManiaNews

Em entrevista ao Yahoo Esportes, Carlos Amarilla diz não ter favorecido o Boca contra o Corinthians, em 2013

Em entrevista ao Yahoo Esportes, Carlos Amarilla diz não ter favorecido o Boca contra o Corinthians, em 2013

Emerson-JF DIORIO-ESTADÃO CONTEÚDO

Em entrevista ao portal Yahoo Esportes, o árbitro Carlos Amarilla procurou mostrar revolta com a escuta que coloca sua escalação sob suspeita na partida entre Corinthians e Boca Juniors, nas oitavas de final da Copa Libertadores. Em um jogo no qual anulou dois gols alvinegros e deixou de marcar dois pênaltis, negou ter ajudado os argentinos.

“Estou tão surpreso quanto vocês. Eu não favoreci o Boca. Estou muito tranquilo, porque quem não deve não teme”, afirmou o paraguaio à rádio AM 970, de Assunção. “Sou o mais interessado em que isso se esclareça. Querem sujar meus 18 anos de carreira.”

No áudio em questão, Julio Grondona – presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA) por décadas, morto no ano passado – aponta Amarilla como “o maior reforço do Boca”. Seu interlocutor é Abel Gnecco, representante da comissão de árbitros argentina, que diz ter trabalhado pela escalação de Amarilla: “Escolhi e tudo saiu ótimo”.

“As palavras desses dirigentes corruptos destroem o futebol. Metem a gente nessas coisas sujas dos dirigentes. Estamos fora disso. Todos os árbitros temos erros, mas nunca com má intenção. A mim, ninguém se aproximou, ninguém me ofereceu nada nunca. Todos sabem como sou”, respondeu o paraguaio.

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Um dos lances mais polêmicos da partida, em 2013. (Reprodução SPORTV )

Amarilla, por fim, ainda afetou indignação ao torcer para não encontrar Abel Gnecco. “É melhor que eu não tenha pela frente esse senhor, não sei do que sou capaz. Meus advogados já têm o áudio e me dirão o que fazer. Tenho a consciência muito tranquila. Estou à disposição para qualquer investigação.”

A entrevista na íntegra pode ser conferida aqui.

Lances polêmicos de Carlos Amarilla –

A cronologia tática da Juventus, finalista da Champions League 2015

A cronologia tática da Juventus, finalista da Champions League 2015

Mudando o comandante, mas mantendo a base que ganhou o tri campeonato italiano, a Juve não caiu em grupo muito difícil na UEFA Champions League 2014/15. Os duelos contra Malmo (SUE), Olympiacos (GRE) e Atlético de Madri (ESP), davam boas perspectivas ao elenco de Massimiliano Allegri. O último comandante a bater a Juve na disputa pelo título italiano, em 2010/11 com o Milan.
Nas últimas três temporadas, Antônio Conte, que assumiria a seleção Italiana deixada por Prandelli após a Copa, havia conseguido como melhor resultado uma classificação as quartas com a Juve. Na temporada 2012/13 caiu para o campeão Bayern antes da semifinal, na temporada seguinte ficou na primeira fase, atrás de Real Madrid (campeão) e Galatasaray.
A chegada de Allegri não foi vista com bons olhos pela torcida bianconeri. E o começo também não foi fantástico. Na Champions, a estreia contra o Malmo não encheu os olhos, apesar da vitória. Mantendo a estrutura de Conte, com três zagueiros, a Juve perderia para Atlético e Olympiacos, ficando em uma condição complicada no grupo.
Disposição de Juve (3-5-2) e Malmo | Reprodução: UEFA.com
Na visita dos gregos a Itália, a Juventus precisava desesperadamente da vitória. Foi ai que Allegri começou a mostrar suas ideias. Sacando o 3-5-2 e armando o time em um 4-3-1-2. Cáceres, que vinha jogando na zaga, perderia a vaga para Marchisio, que integraria um losango com Pirlo, Vidal e Pogba. Atrás de Tevez e Morata. Coincidência ou não, a Juve venceu o Olympiacos, virando o jogo em dois minutos.
A volta contra o Malmo marcou a terceira vitória da Juve na Champions, que combinada com o triunfo do Atlético sobre o Olympiacos, deixou os italianos a um empate da vaga nas oitavas. Empate que veio no duelo contra o Atlético de Simeone, deixando a Juve em 2º lugar no grupo e a colocando de frente com o Borussia nas oitavas de final.

Juve no 4-3-1-2 contra o Olympiacos | Reprodução; UEFA.com
O duelo de ida contra os alemães marcou a lesão de Pirlo, que o tiraria da volta, mas também a imposição dos italianos em casa, que com gols de Tevez e Morata a dupla do 4-3-1-2, venceram o Dortmund por 2 a 1. O gol de Reus na Itália deu alento ao time de Kloop, destruído por mais dois gols de Tevez e um de Morata. Placar elástico e solidificado pelos três zagueiros, que voltaram no fim para dar consistência contra a pressão.
Foi apostando na solidez defensiva, que o Mônaco foi a Itália buscar um bom resultado para definir em casa – até então, os franceses haviam sofrido quatro gols em oito jogos. Não fosse o duvidoso pênalti marcado em Morata e convertido por Vidal, o time do principado iria com um 0 a 0 para casa.

Flagrante do losango da Juve, marca de Allegri | Montagem: Taticamente | Reprodução: BeIN Sports.
Sem Pogba, lesionado, Allegri voltou ao esquema com três zagueiros, segurando a pressão do Mônaco, que das 15 finalizações acertou apenas uma. Com o zero a zero, e a vitória no agregado, a Juve voltava a uma semifinal de Champions após 16 anos. A última vez havia sido na temporada 1998/99, quando caiu para o campeão United.
Nas semifinais, encontro com o Madrid de Ancelotti, Cristiano e Bale. Mesmo que Madrid, que a Juve havia eliminado no último encontro dos dois nas semifinais. Em 2002/03, coincidentemente, na última vez que a Juve foi a uma final de Champions.
Juve de volta ao esquema com três zagueiros, contra o Mônaco | Montagem: Taticamente | Reprodução: BeIN Sports
Sem Pogba, Allegri não recorreu aos três zagueiros, pois precisava vencer. Espalhou seu 4-3-1-2 no 4-4-2 do Real, com Sturaro no time titular. O gol de Morata mostrou os erros defensivos do Madrid, que conseguiu o empate com o letal Cristiano. Até que Tevez tirou a igualdade do placar em cobrança pênalti. Na volta, com Pogba, o mesmo 4-4-2. Imposição física e tática para correr atrás do empate após novo gol de Cristiano em pênalti discutível. Ele (o empate) veio com Morata.
A Juve calava o Bernabéu para chegar a sua 8ª final. Nas últimas sete, dois títulos: 1984/85 sobre o Liverpool e 95/96 sobre o Ajax, nas penalidades. Nas outras cinco finais, a Juve não obteve sucesso. Permitindo o tri ao Ajax em 1972/73; o título ao Hamburgo em 1982/83; as duas derrotas seguidas, em 1997 e 1998, para Dortmund e Real Madrid também entram no hall, junto ao triunfo do Milan, em 2003, na Inglaterra, com brilho de Dida nos pênaltis.
3ª mudança tática da Juve na Champions: 4-4-2 contra o Real Madrid.
Com sete vitórias, três empates e duas derrotas, a Juve chega a Berlim após marcar 16 gols e sofrer apenas sete. Tendo em Tevez, seu artilheiro com 7 gols em 12 jogos, a maior esperança do tri campeonato europeu.

Post original do Falando Taticamente.

Em 2002, braço direito de Blatter denunciou a corrupção na FIFA ao seu lado, ao vivo.

Em 2002, braço direito de Blatter denunciou a corrupção na FIFA ao seu lado, ao vivo.

Michel Zen-Ruffinen (direita) e presidente Sepp Blatter (esquerda) em tempos melhores (Reuters)
Michel Zen-Ruffinen (direita) e presidente Sepp Blatter (esquerda) em tempos melhores (Reuters)

Nas vésperas da eleição a presidência da FIFA, o secretário geral e braço direito de Blatter na época, Michel Zen-Ruffinen, delatou a corrupção existente na federação, mesmo sentado ao seu lado, ao vivo. A reação do presidente é impagável.

O fato visto hoje em dia se torna folclórico, tendo em vista os escândalos sendo cada vez mais desvendados.

Notícia da época, nos arquivos a Folha de SP, feita pelo jornalista Rodrigo Bueno, hoje na Fox Sports.

“Zen-Ruffinen apresentou documentos e fez denúncias graves contra Blatter. Entre outras coisas, compra de votos na eleição da Fifa, desvio de verbas e tomada de decisões importantes sem consulta ao Comitê Executivo da Fifa.
Com a vitória esmagadora de Blatter, 66, e sua reeleição antes da Copa, o clima para Zen-Ruffinen, 44, na entidade acabou.”

O vídeo demonstrando o fato ocorrido e hoje talvez, considerado histórico, pode ser visto abaixo (25:00) –