Por que os intelectuais odeiam o capitalismo ?

Por que os intelectuais odeiam o capitalismo ?

DISCLAIMER: o texto foi adaptado para este post. Todos os créditos para os autores originais.

O escritor Saul Alinsky: um dos mais famosos intelectuais da história dos EUA. Com frequência é classificado como o pai dos métodos modernos de organização comunitária

Estas e outras questões sobre intelectuais e a sociedade permeiam a cabeça de algumas pessoas no Brasil. Foi essa pergunta (do título) que Bertrand de Jouvenel (1903–1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.

Esta postura, na realidade, sempre foi uma constante ao longo da história. Desde a Grécia antiga, os intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.

A fé cega na crença impede que alguém veja o socialista como ele é. Em vez disso, aqueles acometidos por tal colapso cognitivo visualizam o socialista como ele diz ser. Como resultado trágico, essas pessoas não praticam a real crítica política, mas apenas conselhos de pai.

Huerta de Soto cita o artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo, de Jouvenel, o qual cita três motivos para que os intelectuais rejeitassem o capitalismo (e amassem o socialismo). São eles:

  • O desconhecimento: significa o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.
  • Soberba: a pessoa genuinamente acreditaria ser mais culto (a) que os demais por causa de seu intelecto e conhecimento.
  • Ressentimento e inveja: por ser um intelectual e ter pouco valor de mercado no processo produtivo, ele ficaria ressentido e com inveja dos outros.

Obviamente, os três motivos são ingênuos até dizer chega e nem um pouco amparados na realidade. Para piorar, ignoram o “único” motivo “real” para que muitos intelectuais adorem o socialismo: o ganho financeiro.

Uma vez que um intelectual defenda o socialismo, ele será “protegido por uma elite” que mama nas tetas do estado para que continue utilizando seu poder de arena no intuito de fazer a propaganda em favor do inchamento do estado. É uma troca “indecente”.

Pense nos três casos clássicos da atualidade no Brasil: Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella e Clovis de Barros Filho. Os três tem ideias mais próximas, em seus artigos, ao marxismo, tendo o segundo inclusive participado de eventos do PT. O fazem claramente como um investimento financeiro. Em troca de suas propagandas “disfarçadas”, ou não, de conteúdo intelectual, são “beneficiados” com apoios, palestras, indicações, etc.

Em suma: o ciclo se retroalimenta. É como no caso de Pablo Escobar. Quem assistiu a série Narcos irá se lembrar de uma jornalista que apoiava o narcotraficante. Ela não fazia isso “por amor”, mas pelas vantagens que obtinha de seu relacionamento. A grana não faltava ali. Nem para ela e nem para vários apoiadores.

A fictícia Valeria Velez e a verdadeira Virginia Vallejo — Reprodução/Netflix e Hernán Díaz

Se abandonarmos a fé cega na crença, deixamos de levar a sério o apontamento de motivações caridosas e até mesmo “infantis” conforme aquelas sugeridas por Bertrand de Jouvenel (a depender de quem olha). Os intelectuais conhecem o socialismo e o escolhem porque ele gera o ganho financeiro que esperam obter à custas de terceiros. Não há soberba alguma, mas um jogo muito bem jogado por quem precisa dos benefícios financeiros de um “intelectual propagandista”. Não há nenhum motivo para que tenham ressentimento ou inveja, pois os intelectuais marxistas são muito bem remunerados por seus serviços. Fazer propaganda em favor do totalitarismo não é diferente de fazer propaganda em favor de Pablo Escobar na Colômbia dos tempos do Cartel de Medelin.

Os intelectuais que amam o socialismo simplesmente fazem um investimento financeiro. Imoral até a medula, é claro. Mas não deixa de ser um investimento pragmático. Tomá-los como coitadinhos vítimas do “desconhecimento”, da “soberba” ou até do “ressentimento e da inveja” é adotar uma visão compassiva e tola do oponente.

Às vezes fico imaginando se Bertrand de Jouvenel ou Jesus Huerta de Soto conseguiriam se safar da fraude da venda de um falso cartão da Loto premiado. Se usássemos o modelo mental da fé cega na crença, após comprar o falso cartão premiado — que não estaria premiado, é claro -, não iríamos denunciar o picareta à polícia. Ao contrário, buscaríamos encontrar os motivos pelos quais o vendedor do cartão falso foi tão “iludido” ou “desconhecedor dos fatos” ou até “acometido pela soberba” de não ter conseguido transformar o comprador do bilhete em um milionário.

Segundo Bertrand de Jouvenel:

O mundo dos negócios é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.

[…]

Enquanto o homem de negócios tem de dizer que “O cliente sempre tem razão”, nenhum intelectual aceita este modo de pensar.

Prossegue:

Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais? Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos?

Aula do professor Jesús Huerta de Soto sobre “Intelectuais x Capitalismo” — Reprodução: Youtube

Ex-agente da KGB explica como os intelectuais adentraram no governo soviético.

Identificação de Bezmenov na KGB

Yuri Bezmenov diz que esse processo de aliança entre “intelectuais/artistas” e governos de esquerda, começaram na União Soviética de forma proposital, com a intenção de manipular a sociedade e principalmente os opositores ao governo. Ele foi jornalista da RIA Novosti e ex informante da PGU-KGB, que desertou para o Canadá.

Após assumir funções na Índia, Bezmenov passou a admirar o povo indiano e sua cultura. Ao mesmo tempo, começou a ressentir-se com a opressão da KGB contra intelectuais que discordavam das políticas de Moscou, decidindo desertar para o Ocidente. É lembrado por suas palestras e livros anticomunistas e pró EUA da década de 1980.

Em 1965, foi chamado a Moscou e começou a trabalhar para a RIA Novosti como aprendiz no departamento confidencial de “publicações políticas” (GRPP). Logo descobriu que cerca de três quartos dos funcionários da RIA Novosti eram, na realidade, agentes da KGB, com o restante sendo “cooptados”, escritores que trabalhavam como freelancers para a KGB e informantes como ele próprio. No entanto, não escreveu nada real. Em vez disso, editou e plantou materiais de propaganda política nos meios de comunicação de outros países e acompanhou delegações estrangeiras de convidados da RIA Novosti a passeios e conferências realizadas na União Soviética.

Em geral, estas delegações eram formadas por jornalistas, intelectuais e professores universitários que a URSS desejava usar como agentes de influência e divulgadores sua propaganda ideológica. Nestes passeios uma de suas funções era distrair a atenção dos visitantes impedindo-os de perceber a realidade do país. Um dos meios usados para conseguir isto era levar os visitantes a ingerirem bebidas alcoólicas em excesso. Outra forma era conduzi-los a visitas previamente encenadas a locais “maquiados” para parecerem aceitáveis pelos padrões ocidentais (creches, escolas, etc). Definiu a doutrinação política pela qual estas pessoas passavam como “lavagem cerebral”. Cunhou o slogan “Idiota útil”, termo pejorativo usado para descrever simpatizantes soviéticos em países ocidentais.

Depois de vários meses, foi forçado a ser um informante, mantendo seu posto na RIA Novosti. Seu trabalho como jornalista no exterior era reunir informação e disseminar contrainformação para propósitos de propaganda e subversão.

Teoria da Subversão adaptada ao Brasil.

Para saber mais, o ex-agente da KGB explicita o processo de desinformação e a Teoria da Subversão:

 
Reprodução: Youtube

Fontes:

Site Ceticismo Político | https://ceticismopolitico.com/2016/11/04/por-que-alguns-intelectuais-realmente-amam-o-socialismo/ |Consultado em 16/07/2017 (em português)

Site Instituto Mises Brasil | http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487 | Consultado em 16/07/2017 (Artigo original de Jesus Huerta, traduzido para o português)

Site Britannica | “The-Opium-of-the-Intellectuals”»britannica.com (em inglês). | Consultado em 15/07/2017

Youtube | “Yuri Bezmenov — Teoria da Subversão” vídeo disponível acima:[em inglês, legendado em português] | Consultado em 16/07/2017

Arquivo da World Information Network (WIN) | “Yuri Bezmenov Good News” (em inglês) | Consultado em 21/07/2017

Anúncios

A ‘Geração do Milênio’ admite que os smartphones estão minando sua felicidade — Mundo Nativo Digital


Sim, a Millennials (a Geração do Milênio) é viciada em usar smartphones, e ela não está feliz com isso. Nove em cada dez Millennials (pessoas com idade entre 18 a 24 anos) verificam seus telefones pelo menos uma vez por hora, se não “constantemente”, de acordo com os resultados de um relatório de tendências de […]

via A ‘Geração do Milênio’ admite que os smartphones estão minando sua felicidade — Mundo Nativo Digital

Jair Bolsonaro e a Idolatria de Políticos

Jair Bolsonaro e a Idolatria de Políticos

Mesmo se Bolsonaro fosse libertário, ou sequer liberal (não é), mesmo se fosse a solução para o Brasil (não é), ainda representaria um enorme problema: a manutenção da cultura de idolatria a políticos.

Políticos causam problemas, vivem de renda roubada através de impostos, controlam nossas vidas e são um serviço inteiramente desnecessário e inerentemente prejudicial a todos, exceto os políticos e seus associados.

Mesmo que Bolsonaro esteja cheio de boas intenções, mas está fazendo a pior coisa possível: reavivar a chama da fé na política. Enquanto tivermos a cultura de esperar que políticos resolvam problemas, de acreditar que o planejamento central por supostos gênios iluminados é a ponte para o futuro, encontraremos sucessivamente novos Lulas, novas Dilmas, novos Getúlios, novas ditaduras.

O que o Brasileiro precisa desesperadamente precisa entender é que quem melhora nossas vidas é o empreendedor, o trabalhador e o inventor.

Quem enriquece sua vida e a torna melhor é a enorme quantidade de empreendedores que acorda todos os dias para produzir o que eles esperam sinceramente que seja o que você mais quer, e que você compre voluntariamente seus produtos.

E qual o papel de políticos nisso? Estritamente nenhum.

Se um político apresentar uma plataforma de não intervenção e liberdade do mando e desmando do governo, este político não merece nenhum elogio, afinal está fazendo apenas o absoluto mínimo que deve ser exigido de qualquer humano decente.

Por Rafael Hide.

ESPECIAL Consumismo – Você compra o que não precisa !

ESPECIAL Consumismo – Você compra o que não precisa !

A maioria das pessoas não tem ideia de que podem estar sendo enganadas e observadas todos os dias. Calma, não há nada aqui de 1984, Big Brother, espionagem, etc. Todos temos pensamentos, desejos, no qual tentamos idealizar e ás vezes não percebemos. Você já se pegou comprando algo de que se arrependeu depois, que não servia pra nada ? Parabéns, você é mais um(a) a cair no conto do consumismo.

Boa parte do que pensamos tem relação com o que vemos, e somos induzidos, manipulados; nossas ações provém em boa parte do inconsciente, segundo a psicanálise. Porém, o que ocorre caso alguém consiga dominar, interpretar e influenciar as ações de outras pessoas ? Voltemos á história para entendermos o por quê somos dominados:

Desde os anos 20 com o surgimento da psicanálise (Freud), a manipulação da mente humana começou a ser debatida; foi utilizada nos EUA para a manipulação das massas e criação de uma sociedade de consumo até à atualidade, passando pela contraposição das teorias freudianas por filósofos e psicoterapeutas nos anos 60/70, caracterizando vários movimentos sociais e políticos e as técnicas utilizadas pelo capitalismo para controlar o indivíduo através do estudo da mente.

Daí surge o nome de Edward Bernays (1891 – 1995), sobrinho de Freud, considerado o pai da ciência chamada Relações Públicas. Defendia idéias polêmicas como a noção de que a manipulação consciente e inteligente das idéias das massas era fundamental à democracia. Também foi o criador da propaganda moderna, que vende valores ao invés de funcionalidade.

“A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e das opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder governante em nosso país.”

“Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados e nossas ideias são sugeridas, em grande parte, por homens sobre os quais nunca ouvimos falar. Este é um resultado lógico do modo como nossa sociedade democrática está organizada. Vastos números de seres humanos precisam cooperar dessa maneira para que possamos viver juntos como uma sociedade perfeitamente funcional.”

“Nossos governadores invisíveis, em muitos casos, não sabem a identidade dos outros membros no gabinete mais interno.” [Edward Bernays, Propaganda].

Com base nas ideias de seu tio, ele ensinou aos empresários americanos como podiam fazer com que as pessoas desejassem coisas das quais não necessitavam. Estava nascendo a ideia política de “como contolar as massas”: satisfazendo os desejos inconscientes das pessoas para torná-las felizes e dóceis. Era o pontapé inicial da era do consumismo.

Logo de início Bernays já demonstrou ser um baita marqueteiro pois criou o termo Relações Públicas substituindo a palavra propaganda já que esta estava mal vista por causa de seu uso pelos alemães.

A certa altura se perguntou se poderia ganhar dinheiro manipulando o inconsciente das pessoas e como assessor de um grande industrial do fumo lançou-se à sua primeira tarefa: convencer as mulheres a fumar em público (um tabu na sociedade da época). Convencido de que o cigarro é um símbolo fálico com idéias de poder, independência e liberdade embutidos nele, percebeu que poderia fazer com que o cigarro fosse adotado pelas mulheres como um desafio ao poder masculino. Com uma certeira e espalhafatosa jogada de marketing o conseguiu, aumentando incrivelmente as vendas de cigarro para o seu contratante.

Até então a publicidade se focava nas necessidades do povo e era dirigida ao seu lado racional. Bernays iria mudar essa ótica, pois já que seu tio tinha dito que o homem é controlado por impulsos irracionais, ele percebeu que poderia influenciar as pessoas apelando para o seu lado inconsciente e desenvolveu técnicas de persuasão a partir desses impulsos. É o que vemos acontecer até os dias atuais na publicidade e propaganda.

Em 1930, um banqueiro da Lehman Brothers, considerando que seu banco estava faturando pouco, decidiu: nós precisamos mudar a cultura americana da necessidade para o desejo, as pessoas têm de ser treinadas para desejar novas coisas. O encarregado de mudar tal mentalidade foi Bernays. Este, então, criou uma campanha para convencer as pessoas a pegar empréstimos para comprar ações (o que mais tarde teria suas consequências no crash da bolsa de 29).

Em 1929 Hoover é eleito e diz para seus assessores em RP (Bernays já havia feito vários discípulos) que deveriam transformar as pessoas em “máquinas de felicidade em constante movimento” ou “máquinas-chave para o progressso econômico”. Estava sendo criada uma nova maneira de como dirigir a democracia de massas, sua chave era o consumismo per si.

As ideias de Matthew Lipman (filósofo americano influente na época) e Bernays contaminaram a democracia e a transformaram num paliativo – “se continuar-se a estimular o lado irracional dos humanos, a elite pode continuar fazendo o que quiser” (as massas não têm capacidade racional para governar-se, pois são comandadas por impulspos primitivos).

A ideia de democracia para Bernays era manter as relações de poder metendo-se na vida psicológica das pessoas quando isso fosse necessário. Incutiu no povo a crença de que não poderia haver democracia sem o capitalismo – “a democracia se reduz de uma cidadania ativa para um consumidor passivo”.

As barbáries nazistas constatadas durante a Segunda Grande Guerra levaram os governantes americanos a voltar à ideia de que as massas são controladas por inconscientes perigosas forças destruidoras. O governo americano, grandes corporações e a CIA uniram-se para desenvolver técnicas que controlassem a mente do povo americanoporque temiam que o lado humano irracional poderia tomar conta do povo e repetir o comportamento dos alemães durante a guerra.

Gigantesco experimento social para controlar a vida mental interior do povo americano foi criado, o programa “Saúde Mental da Nação” (lei aprovada pelo presidente Truman em 1946).

Centenas de psicanalistas foram treinados para aplicar as ideias de Anna Freud. Ela acreditava que era possível ensinar às pessoas como controlar as irracionais forças internas. Havia realizado a terapia de algumas crianças e considerou que seu método era válido (há que ensinar às crianças a ajustar-se às regras da sociedade), o que foi desmistificado posteriormente, mas, infelizmente, anos mais tarde.

No final da década de 1950 a CIA investiu milhões de dólares nos departamentos de psicologia das universidades americanas, financiando secretamente experimentos para controlar as forças internas das pessoas. Destacou-se nesta época Ewen Cameron que, como outros tantos psicanalistas, acreditava que dentro do ser humano residiam forças que ameaçavam a sociedade. Acreditava também que era possível eliminar da memória dos indivíduos tudo aquilo, que no seu critério, não era positivo à sociedade. Com este objetivo submeteu seus pacientes a doses maciças de eletrochoques, consumo de LSD e outras drogas procurando apagar a memória deles e posteriormente incluir nessa “tabula rasa” novos conteúdos, novos comportamentos. O resultado de suas experiências foi um completo desastre, pois deu origem a uma dezena de pessoas desmemoriadas de sua vida prévia e somente com a habilidade de repetir frases como: “estou contente comigo mesmo”.

Outros experimentos financiados pela CIA também resultaram num fracasso. Os estudiosos envolvidos finalmente começaram a se dar conta do quão difícil era comprender e controlar os mecanismos da mente humana.

Em 1978 um grupo de economistas e psicólogos da Stanford Research University decidiram encontrar uma maneira de ler, medir e cumprir os desejos dos novos imprevisíveis consumidores (os que queriam a autoexpressão). Foi criado então o “marketing por estilo de vida”.

Novos instrumentos de pesquisa psicológica do consumidor foram criados (os chamados grupos de discussão – focus groups) para explorar os sentimentos dos grupos divididos pelo “estilo de vida”. Posteriormente as empresas passam a fabricar produtos que permitam aos componentes desses grupos expressar o que consideram sua individualidade. A geração que uma vez já tinha se revoltado contra o consumismo, agora se rende ao mesmo porque o ajuda a ser a si mesmo (filosofia do eu centrado em si próprio).

Resumindo, podemos constatar que para criar-se uma sociedade estável é preciso reconhecer que o cidadão comum compensa suas frustrações gastando em auto-gratificações (consumo de produtos).

Dois exemplos da influência de Bernays:

  • Achava que em vez de tentar dinminuir o medo das pessoas em relação ao comunismo este devia ser induzido e incentivado porque, desencadeando medos irracionais, faria americanos leais ao Estado e ao capitalismo de maneira a tornar-se uma arma na “guerra fria”.
  • Seu papel no golpe de Estado da Guatemala em 1953, que culminou com a derrubada do presidente Jacobo Arbenz, eleito com a promessa de promover a reforma agrária em terras da United Fruit Company. Por meio dos jornais, Bernays foi capaz de aumentar o apoio da população ao golpe e à invasão do exército norteamericano, porém não pôde evitar a guerra civil que durou 36 anos e resultou em mais de um milhão de guatemaltecos mortos. (http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1927:v3n1a09-a-engenharia-do-consentimento&catid=340&Itemid=91)

A Padronização do Pensamento Humano

A fusão das empresas de mídia nas últimas décadas gerou uma pequena oligarquia de conglomerados de mídia. Nos EUA, o programa de TV que acompanhamos, a música que ouvimos, os filmes que assistimos e o jornais que lemos são todos produzidos por CINCO corporações. Os proprietários desses conglomerados têm vínculos com a elite mundial e, de muitas formas, SÃO a elite. Possuindo todos os veículos possíveis, tendo o potencial de chegar até as massas, esses conglomerados têm o poder de criar nas mentes das pessoas uma cosmovisão única e coesiva, engendrando uma “padronização do pensamento humano”. Até mesmo os movimentos ou estilos que são considerados marginais são, na verdade, extensões do pensamento da corrente dominante. As mídias de massa produzem seus próprios rebeldes que definitivamente parecem marginais, mas ainda são parte do sistema e não questionam nada dele. Artistas, criações e ideais que não se encaixam no modo de pensar da corrente dominante são sumariamente rejeitados e esquecidos pelos conglomerados, o que, por sua vez, os faz virtualmente desaparecer da sociedade. Entretanto, as ideias que são consideradas válidas e desejáveis para serem aceitas pela sociedade são magistralmente anunciadas para as massas de modo a normatizá-las e torná-las autoevidentes.

Em 1928, Edward Bernays já via o imenso potencial do cinema para padronizar o pensamento:

“A indústria do cinema é a maior transmissora inconsciente da propaganda no mundo hoje. Ela é uma grande distribuidora de ideias e opiniões. Os filmes podem padronizar as ideias e hábitos de uma nação. Como os filmes são feitos para atender às demandas do mercado, eles refletem, enfatizam e até exageram as tendências populares mais amplas, em vez de estimularem novas ideias e opiniões. Os filmes do cinema fazem uso somente de ideias e fatos que estão em voga. Da mesma forma como o jornal busca fornecer notícias, a indústria do cinema busca fornecer entretenimento.” [Edward Bernays, Propaganda; tradução nossa].

Estes fatos foram sinalizados como perigosos à liberdade humana nos anos 1930 pelos pensadores [marxistas] da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Eles identificaram três principais problemas com a indústria cultural. A indústria pode:

  • Reduzir os seres humanos ao estado da massa, dificultando o desenvolvimento de indivíduos emancipados, que sejam capazes de tomar decisões racionais;
  • Substituir o ímpeto legítimo por autonomia e autoconscientização pela preguiça segura do conformismo e da passividade; e
  • Validar a ideia que os homens na verdade procuram escapar do mundo absurdo e cruel em que vivem, perdendo-se em um estado hipnótico de autossatisfação.

A noção de escapismo é até mais relevante hoje com o advento dos jogos de computador on-line, filmes e aparelhos de televisão em terceira dimensão. As massas, que estão constantemente buscando entretenimento em alta tecnologia, procurarão produtos extremamente caros que somente podem ser produzidos pelas grandes empresas de mídia do mundo. Esses produtos contêm mensagens e símbolos cuidadosamente calculados que não são nada mais e nada menos que propaganda de entretenimento. O público está sendo treinado a AMAR sua propaganda, chegando ao ponto de gastar seu dinheiro suado para ser exposto a essa propaganda. A propaganda (usada no sentido político, cultural e comercial) não é mais coerciva ou uma forma de comunicação autoritária encontrada nas ditaduras; ela se tornou o sinônimo de entretenimento e prazer.

“Com relação à propaganda, os primeiros defensores da alfabetização universal e uma imprensa livre previram somente duas possibilidades: a propaganda poderia ser verdadeira, ou poderia ser falsa. Eles não previram aquilo que de fato aconteceu, acima de tudo em nossas democracias capitalistas ocidentais — o desenvolvimento de uma vasta indústria de comunicações em massa, preocupada no principal não com o verdadeiro ou o falso, mas com o irreal, o mais ou menos totalmente irrelevante. Em resumo, eles falharam em levar em conta o quase infinito apetite humano pelas distrações” [Aldous Huxley, Prefácio de Admirável Mundo Novo].

Uma única matéria de mídia frequentemente não tem um efeito duradouro sobre a psiquê humana. Entretanto, a mídia de massa, por sua natureza onipresente, cria um ambiente vivo que nos envolve diariamente. Ela define a norma e exclui o indesejável. Do mesmo modo como os cavalos que puxam as carroças usam viseiras para que somente vejam aquilo que está à sua frente, as massas somente podem ver para aonde devem ir.

“É o aparecimento da mídia de massa que torna possível o uso das técnicas de propaganda em uma escala ampla na sociedade. A orquestração da imprensa, do rádio e da televisão para criar um ambiente contínuo, duradouro e total torna a influência da propaganda virtualmente imperceptível precisamente porque cria um ambiente constante. A mídia de massa fornece o elo essencial entre o indivíduo e as exigências da sociedade tecnológica.” [Jacques Ellul].

Uma das razões por que a mídia de massa consegue com sucesso influenciar a sociedade é devido à extensa quantidade de pesquisa nas ciências cognitivas e na natureza humana que tem sido aplicada a ela.

As Técnicas de Manipulação

“A publicidade é a tentativa deliberada de gerenciar a percepção do público sobre um objeto. Os objetos de estudo da publicidade incluem pessoas (por exemplo, políticos e artistas de espetáculos), bens e serviços, organizações de todos os tipos, e obras de arte ou entretenimento.”

O ímpeto para vender produtos e ideias para as massas levou a uma quantidade sem precedentes de pesquisa sobre o comportamento humano e sobre a psiquê humana. As ciências cognitivas, a psicologia, a sociologia, a semiótica, linguística e outros campos relacionados foram e ainda são extensivamente pesquisados por meio de estudos bem-financiados.

“Nenhum grupo de sociólogos pode ser comparado com as equipes de propaganda na coleta e processamento de dados sociais exploráveis. As equipes de propaganda têm bilhões para gastar anualmente em pesquisa e teste das reações, e seus produtos são magníficas acumulações de materiais sobre a experiência e as emoções compartilhadas de toda uma comunidade.” [Marshal McLuhan, The Extensions of Man; tradução nossa].

Os resultados desses estudos são aplicados aos anúncios, filmes, vídeos de músicas e outras mídias de modo a torná-los o mais influentes quanto possível. A arte do marketing é altamente calculada e científica porque precisa alcançar tanto o indivíduo quanto a consciência coletiva. Em produtos culturais com um grande orçamento, um vídeo nunca é “simplesmente um vídeo”. As imagens, símbolos e significados são cuidadosamente colocados de modo a gerar um efeito desejado.

“É com o conhecimento do ser humano, de suas tendências, desejos, necessidades, mecanismos psíquicos, automatismos, bem como com o conhecimento da Psicologia Social e da Psicologia Analítica que a propaganda refina suas técnicas.” [Propagandes, Jacques Ellul; tradução livre].

A propaganda atualmente quase nunca usa argumentos racionais ou lógicos. Ela explora diretamente as necessidades e instintos mais primais do ser humano de modo a gerar uma resposta emocional e irracional. Se sempre pensássemos de forma racional, provavelmente não teríamos comprado 50% daquilo que temos. Bebês e crianças são constantemente vistos em anúncios direcionados às mulheres por uma razão específica: os estudos mostraram que as imagens de crianças acionam nas mulheres uma necessidade instintiva de nutrir, de cuidar e de proteger, o que no fim leva a uma inclinação favorável ao anúncio.

O sexo é uma presença constante na mídia de massa, pois atrai e mantém a atenção do espectador. Ele se conecta diretamente às nossas necessidades animais de acasalar e reproduzir e, quando acionado, esse instinto pode ofuscar instantaneamente quaisquer outros pensamentos racionais no nosso cérebro.

A Percepção Subliminar

E se as mensagens descritas acima pudessem alcançar diretamente a mente subconsciente do espectador, sem que ele percebesse o que está acontecendo? Este é o objetivo da percepção subliminar. A frase “propaganda subliminar” foi criada em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, que dizia que poderia fazer aqueles que vão ao cinema “beber Coca-Cola” e “comer pipoca” exibindo essas mensagens na tela por um rápido momento e os espectadores não se dariam conta que viram aquelas mensagens.

“A percepção subliminar é um processo deliberado criado por técnicos em comunicações, pelo qual você recebe e responde às informações e instruções sem estar conscientemente ciente dessas instruções.” [Steve Jacobson, Mind Control in the United States].

Esta técnica é frequentemente usada no marketing e todos sabem que o sexo vende qualquer produto.

Embora algumas fontes afirmem que a propaganda subliminar seja ineficaz, ou até mesmo uma lenda urbana, o uso documentado dessa técnica na mídia de massa prova que os criadores acreditam em seu poder. Estudos recentes também provaram sua eficácia, especialmente quando a mensagem é negativa.

“Uma equipe da University College London, financiada pelo Wellcome Trust, descobriu que a percepção subliminar era particularmente boa para instilar pensamentos negativos. ‘Há muita especulação sobre o fato de as pessoas poderem processar informações emocionais inconscientemente, por exemplo, figuras, faces e palavras’, disse o professor Nilli Lavie, que chefiou a pesquisa. ‘Mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional das mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que elas estão muito mais sintonizadas com as palavras negativas.'”

Um exemplo famoso de mensagem subliminar na comunicação política foi um anúncio na campanha presidencial de George Bush contra Al Gore, em 2000. Assista ao vídeo aqui: 

Logo após o nome de Al Gore ser mencionado, o fim da palavra “bureaucrats” (burocratas) – “rats” (ratazanas) – aparece na tela por uma fração de segundo.

A descoberta desse truque causou certo alvoroço e, embora não existam leis contra as mensagens subliminares nos EUA, o anúncio foi retirado da televisão.

Como visto em muitos artigos no site The Vigilant Citizen, as mensagens subliminares e semissubliminares são frequentemente usadas em filmes e vídeos musicais para comunicar mensagens aos espectadores.

Dessensibilização

No passado, quando mudanças eram impostas à população, as pessoas tomavam as ruas, protestavam e até provocavam tumultos. A principal razão para esse choque era devido ao fato de a mudança ser anunciada claramente pelos governantes e compreendida pela população. O anúncio era súbito e seus efeitos podiam ser claramente analisados e avaliados. Hoje, quando a elite precisa que uma parte de sua agenda seja aceita pelo público, isto é feito por meio da dessensibilização. A agenda, que pode ser contrária aos melhores interesses do público, é apresentada lenta, gradual e repetidamente ao mundo por meio dos filmes (colocando-a como parte do enredo), dos videoclipes musicais (que fazem com que pareça boa e atraente sexualmente) ou das notícias (que a apresentam como solução para os problemas atuais). Depois de expor as massas a uma determinada agenda durante vários anos, a elite apresenta abertamente o conceito para o mundo e, devido à programação mental, aquilo é recebido com indiferença geral e é aceito passivamente. Essa técnica tem sua origem na psicoterapia:

“As técnicas da psicoterapia, amplamente praticadas e aceitas como modos de curar os distúrbios psicológicos, também são métodos de controlar as pessoas. Elas podem ser usadas sistematicamente para influenciar as atitudes e o comportamento. A dessensibilização sistemática é um método usado para dissolver a ansiedade para que o paciente (o público) não fique mais atribulado por um medo específico, por exemplo, o medo da violência. […] As pessoas se adaptam às situações aterrorizadoras se forem expostas a elas por tempo suficiente.” [Steven Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa].

A programação preditiva é frequentemente encontrada no gênero da ficção científica. Ela apresenta uma imagem específica do futuro — um futuro que é desejado pelas elites — e no fim aquilo é aceito como inevitável nas mentes das pessoas. Uma década atrás, o público foi dessensibilizado para a guerra contra o mundo árabe. Hoje, a população está sendo exposta gradualmente à existência do controle mental, do transhumanismo e de uma elite Illuminati. Surgindo das sombras, esses conceitos estão agora em toda a parte na cultura popular. Isto é o que a autora ocultista Alice Bailey descreve como a “Exteriorização da Hierarquia”: os governantes ocultos revelando-se lentamente para as massas.

Simbolismo Ocultista na Cultura Pop

Ao contrário das informações apresentadas acima, a documentação sobre o simbolismo ocultista é difícil de encontrar. Isto não deve ser surpresa, pois o termo “oculto” significa literalmente “escondido”. Também significa “reservado para aqueles que foram escolhidos para conhecer”, pois somente é comunicado para aqueles considerados dignos de receber aquele conhecimento. Ele não é ensinado nas escolas, nem é discutido na mídia. Ele é, portanto, considerado marginal ou até mesmo ridículo pela população em geral.

Todavia, o conhecimento oculto NÃO É considerado ridículo nos círculos ocultistas. Ele é considerado perene e sagrado. Há uma longa tradição de conhecimento hermético e ocultista que é ensinada por meio das sociedades secretas desde o tempo dos antigos egípcios, dos místicos orientais, dos Cavaleiros Templários, até os maçons dos dias modernos. Embora a natureza e a profundidade desse conhecimento tenham provavelmente sido modificadas ao longo dos séculos, as escolas de mistério mantiveram seus principais aspectos, que são altamente simbólicos, ritualísticos e metafísicos. Esses aspectos, que eram uma parte intrincada das civilizações antigas, foram totalmente removidos da sociedade moderna e substituídos pelo materialismo pragmático. Por esta razão, existe um grande vão de compreensão entre a pessoa mediana pragmática e o sistema ritualístico.

“Se essa doutrina mais interna sempre foi escondida das massas, para quem um código mais simples foi criado, não é altamente provável que os expoentes de todos os aspectos da civilização moderna — filosófico, ético, religioso, e científico — sejam ignorantes do verdadeiro significado das próprias teorias e dogmas com base nas quais suas crenças foram fundamentadas? Será se as artes e ciências que a humanidade herdou das nações mais antigas escondem debaixo de seu belo exterior um mistério tão grande que somente o intelecto mais iluminado pode compreender sua importância? Sem qualquer dúvida, tal é o caso.” [Manly P. Hall, Secret Teachings of All Ages; tradução nossa].

O “código mais simples” criado para as massas são as religiões organizadas. Esse código está agora se tornando o Templo da Mídia de Massa e prega diariamente para elas materialismo extremo, vazio espiritual e uma existência mesquinha e centrada em si mesmo. Isto é exatamente o oposto dos atributos necessários para se tornar um indivíduo verdadeiramente livre, conforme ensinado por todas as grandes escolas filosóficas de pensamento. Uma população estupidificada é mais fácil de enganar e de manipular?

“Estes escravos cegos ouvem dizer que são ‘livres’ e ‘altamente educados’, ao mesmo tempo que marcham seguindo os sinais que fariam qualquer camponês medieval fugir, gritando aterrorizado. Os símbolos que o homem moderno adota com a confiança ingênua de uma criança seriam equivalentes a grandes placas com os dizeres: “Siga por esta via para encontrar sua morte e a servidão” para a compreensão do camponês tradicional da antiguidade. [Michael A. Hoffman II, Secret Societies and Psychological Warfare; tradução nossa.].

Conclusão

Este artigo examinou os principais pensadores no campo da mídia de massa, a estrutura de poder da mídia e as técnicas usadas para manipular as massas. Acredito que estas informações sejam vitais para a compreensão do “porquê” nos tópicos discutidos no site The Vigilant Citizen. A dicotomia “massa populacional” versus “classe governante” descrita em muitos artigos não é uma “teoria da conspiração” (novamente, não gosto de usar esse termo), mas uma realidade que já foi definida de forma bem clara nas obras de alguns dos homens mais influentes do século 20.

Lippmann, Bernays e Lasswell declararam que o público não tem capacidade de decidir sobre seu próprio destino, o objetivo inerente da democracia. Em vez disso, eles propuseram uma criptocracia, um governo oculto, uma classe governante responsável pela “manada confusa”. Como as ideias deles continuam a ser aplicadas na sociedade, é cada vez mais aparente que uma população ignorante não é um obstáculo com o qual os governantes precisam lidar: É algo DESEJÁVEL e, de fato, necessário, para garantir a plena liderança. Uma população ignorante não conhece seus direitos, não busca obter uma maior compreensão dos fatos e não questiona as autoridades; ela simplesmente segue as tendências. A cultura popular atende e alimenta a ignorância servindo continuamente um entretenimento estupidificante e colocando os holofotes em celebridades degeneradas, que se transformam em ídolos. Muitas pessoas me perguntam: “— Existe um modo de interromper isto?” Sim, existe. PARE DE CONSUMIR O EXCREMENTO QUE ELES OFERECEM E LEIA UM BOM LIVRO.

“Se uma nação espera ser ignorante e livre, ela espera aquilo que nunca existiu e nunca existirá.” [Thomas Jefferson].

Bibliografia: http://www.espada.eti.br/midia.asp

Para assistir os fatos históricos com conversas sobre Bernays e a Manipulação de Massas pela Propaganda, clique abaixo (as outras partes estão disponíveis no próprio vimeo):

– Cadê o Governo?


DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES

Não se tem água e a chuva não vem. Ninguém pensou em construir represas e se preparar para a estiagem?

Não se aguenta tanto consumo de energia elétrica e as usinas estão no limite. Cadê as hidroelétricas para evitarem os apagões?

Não se tolera mais tanta falta segurança mas a impunidade corre solta. Onde estão os relatores de boas e funcionais leis?

Não se tem sinal de celular e o atendimento para reclamações das operadoras é praticamente inexistente. Mas não diziam que até a Copa do Mundo isso estaria resolvido?

Tudo não funciona nesse país. Será que o algo que realmente falta nesse país não é Governo?

agua-luztelefone.jpg

Ver o post original

Imprensa: um reflexo do atraso tático no futebol brasileiro ?


Estamos em 2015, mas ainda parece que estamos 1958 -ano que a imprensa brasileira começou a falar sobre esquema tático. A 4ª e 5ª pergunta desta matéria de um site do Paraná exemplifica muito bem a falta de preparo técnico da nossa imprensa brasileira. Veja: http://www.gazetadopovo.com.br/…/campeonato…/conteudo.phtml…

Não importa se a concepção de Marquinhos Santos bate com a sua, mas sim a falta de conhecimento tático do jornalista que fez ambas as perguntas. Nas duas, ele caiu no “jogador é de uma posição então ele vai jogar naquela posição e o esquema tático vai ser de acordo com a posição do jogador”. Por exemplo: desde a época do Corinthians que o atacante Willian, atualmente no Cruzeiro, joga na linha dos três meias e o esquema do seu time é o 4-2-3-1 e não o 4-4-2 (no qual aliás, este último também poderia ser mudado na mídia).

Enfim, estive na Europa recentemente, e coletei alguns jornais e revistas esportivos de lá. As fotos adiante, a primeira de um jornal espanhol e a segunda de uma revista francesa, mostram os esquemas dos quais as equipes realmente jogam independentemente da posição “de origem” do jogador, mas com relação à função que ele joga no esquema e sistema tático.

10920250_10203852851944165_6056049360634042842_oPara terminar, para você qual seria(m) o(s) motivo(s) da imprensa brasileira não evoluir no âmbito esportivo? Seria falta de informação? Dificuldade do leitor “leigo” não entender o que seria um 4-2-3-1? Falta de conhecimento tático? Preguiça de um modo geral em explicar o que seria um, por exemplo, 4-2-3-1? Todos esses aspectos juntos ou algum outro que você imagina que seja?

10931041_10203852851904164_5603899919088385508_o

Colaboração de Caio Gondo do A Prancheta Tática.

Adeus Chavinho !


Chespirito_foto5-3632a660-91c5-102f-b536-0019b9d5c8df-640x429

Hoje estava assistindo Star Wars IV no meu fim de tarde me preparando para eventos pela noite, até que o filme termina e “dou um pulo” na internet. O choque.

“Roberto Gomes Bolaños, o Chaves, morre aos 85 anos”

Já esperava esse tipo de notícia desde que o vi “submetido” a graves problemas em decorrência de sua vida tabagista (Chespirito adorava um charuto assim como seu ídolo Chaplin) e de sua má-alimentação, que ainda lhe traria uma indesejável diabetes.

Tenho a sensação que não perdi somente uma referência, um ídolo, e sim um “melhor amigo de infância”. Me transporto para a mesma sensação de almoçar/jantar junto aos meus pais, quando nos divertíamos mesmo sabendo o que aconteceria durante os episódios. Essa “mágica” de “transporte de sensações” só pode ser explicada pela sensação da nostalgia no qual nos é remetida pelas emoções fabricadas pela nossa memória, mente. PNL não nos deixa enganar !

Já pensaram como seria nunca ter ouvido falar de Chapolin Colorado durante a vida ? As pilulas de nanicolina ? E o Chaves, aquele menino da vila desapegado de bens materiais que vivia por um “sanduíche de presunto” mas na verdade se contentava com brincadeiras e um sorriso ?

Poucos sabem mas o personagem foi construído á partir do gosto de Bolaños pela filosofia. Isso mesmo, a FILOSOFIA tem tudo a ver com o “garoto do 8”. Havia um filósofo chamado “Diógenes, o cínico”. O Cinismo foi uma corrente filosófica fundada por um discípulo de Sócrates, chamado Antístenes, e cujo maior nome foi Diógenes de Sínope, que pregava essencialmente o desapego aos bens materiais e externos.

scrotos-breja-ressaca-copo-conteudo-segredos-tenebroso-seriado-chaves-diogenes-cinico-1024x576

A maior das coincidências entre os dois é que Diógenes tinha como “residência” um barril ou um Tonel (aqueles compartimentos de colocar vinho que muitas vezes aparecem em desenhos animados), aliás os dois não, pois é de conhecimento de todos que o garoto Chaves não vive em um Barril ele mora com الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعل , aliás esse é um segredo que perdura por todo seriado, e eu revelando aqui em primeira mão, não precisam agradecer. Mas o caso é que sempre que alguém pergunta , antes de alguém o cortar(sempre acontece isso) ele sempre nega que mora em um barril, e termina perguntando como alguém pode viver em um barril. Só perguntando a Diógenes mesmo, que só passou a viver em um barril porque quando ordenou que construíssem uma casa , não foi atendido, daí ele teve que improvisar uma moradia com o barril, creio que Chaves fez o mesmo improvisando um esconderijo que é a verdadeira função do barril no seriado.

A vida do Cínico para Diógenes se baseava sobre o exercício e sobre a fadiga, considerados como instrumentos necessários para viver feliz, para saber dominar todos os prazeres e para alcançar a plena liberdade. Ou seja a doutrina cínica era “anti-Jaimista” promovendo a fadiga e não evitando-a como faz (tenta) o nobre carteiro. Conta-se que no calor do verão Diógenes rolava na areia e no frio se abraçava ao mármore gelado, tudo isso pela independência e autarquia radical até ante as intempéries da natureza. Quando perguntavam à Diógenes o que tinha feito para que o chamassem de cão, ele respondia:

“Costumo fazer festa para quem me dá alguma coisa, rosnar para quem me rejeita, e cravar os dentes nos crápulas.”(Peludin din din…♫)

Vejo “Diógenes em Chaves” e até “Chaves em Diógenes” , encerro com esse diálogo que mostra Chaves em Diógenes:

Estava Diógenes jantando seu costumeiro prato de lentilhas, quando Arístipos se aproximou. Arístipos, de Cirene, era também filósofo, adepto do prazer como único bem absoluto na vida. Para poder levar uma vida confortável, vivia sempre bajulando o Rei.

Disse, então, Arístipos a Diógenes: — Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias reduzir tua alimentação a um prato de lentilhas.

Por sua vez, Diógenes retrucou: — E tu, se tivesses aprendido a te satisfazeres sempre com um prato de lentilhas, não precisarias passar tua vida bajulando o Rei.

Seu sonho era ser um jogador de futebol, depois com os desdenhos que a vida lhe trouxe sonhou ser roteirista e artista como seu ídolo “Charles Chaplin”.

Mesmo sendo produtor de algumas obras poéticas ou folhetins de drama, Chespirito foi e sempre será marcado como um dos grandes nomes da comédia mundial. No entanto, foi “sem querer, querendo” que Bolaños tornou-se um ícone. Do sonho em ser futebolista até os projetos em ser arquiteto, o tempo foi mostrando sua verdadeira aptidão: fazer rir sem ofender raças, gêneros e fazer prevalecer o respeito a todas as idades. Tudo o que via seu maior ídolo (Chaplin) fazer e sonhara em ter como objetivo de vida acabara por se realizar.

Tudo junto a uma simplicidade e muito perfeccionismo, que segundo ele, “era um de seus maiores adjetivos-defeitos”

Chavinho sempre será nosso amigo de infância 😉